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JUNDIAÍ: UMA CIDADE PLURAL

Apresento aos leitores uma versão do meu texto publicado em uma obra que reúne diversas manifestações de pessoas nascidas ou residentes na cidade de Jundiaí. A obra em questão pretendeu ser um espaço de reflexão, registros de memórias, reunindo narrativas que não necessariamente convergem na compreensão do sentido da história. Tento argumentar, que há mais esquecimentos nos discursos oficiais, marcados por discursos tradicionais sobre o que é a ciência história, do que preocupação com a memória e com a efetiva preservação de experiências vividas por diferentes grupos sociais, éticos e de diversas naturezas.

 

Introdução

Uma cidade nunca é única. Sempre será plural. Não há colonizador, agente econômico ou político, grupo étnico ou classe social, que diminuirá a força da pluralidade cultural. A questão é se desejamos que seja assim, se desejamos romper com uma hegemonia interpretativa. A julgar pelos discursos oficiais, parece-nos que nem tanto. Há tempos esses discursos reproduzem lugares-comuns, pouco colocados em dúvida. O enaltecimento de determinadas narrativas, em favor de sujeitos históricos específicos, virou uma espécie de “consenso fabricado”, como se as possibilidades de crítica e reinterpretação nunca angariassem espaço.

Procurar dados, relatá-los de forma a sugerir “verdades objetivas”, ou visibilizar registros de toda ordem, documentais e fotográficos, é muito insuficiente. A história não se faz apenas com coletas iconográficas, nem com memórias das camadas privilegiadas. Muito menos com o enaltecimento de patrimônios materiais, embora necessários para a revisitação da memória, mas também insuficientes. Dizer sobre os espaços, as ruas, as casas, os lugares da memória é importante, claro, mas apenas registrar sua existência não sustenta uma reflexão sobre a história vivida. Os lugares da memória também são selecionáveis. Até mesmo os que não se encontram nos grupos de poder econômico e político, parecem cair nesta armadilha do memorialismo. Pudera, nem todos têm a obrigação de atuar profissionalmente como historiadores. Como dizem os grandes teóricos da história, esta ciência é por demasiado importante para ser submetida apenas ao crivo dos historiadores. A gente simples também “faz história”. Mas é inegável que sem historiadores, os lugares-comuns mencionados acima se consolidam como delícias interpretativas que escondem o gosto amargo da exploração, do domínio, da expropriação de direitos, do arbítrio, do predomínio cultural de grupos específicos e de tantas idiossincrasias da construção social de um território.

Muitos dos nossos conterrâneos tidos como ilustres intérpretes de nossa história, em parte contribuíram para reproduzir “a ordem do dia” sobre quem somos. Por outro lado, foram importantes colecionadores de dados, informações e documentos que podem ser avaliados com um olhar mais atento, ao menos pelos mais interessados em não promover singelezas compreensivas. Precisamos de mais esforços profissionais, para além do voluntarismo de juntar fotos e documentos, sempre bem-vindo, mas muito relativo do ponto de vista da ciência histórica. Por todo o lado para onde olhamos, especialmente em locais de pouca densidade intelectual, como as redes sociais, há aqueles que, sob o enfoque de posições reacionárias, ajudam a referenciar a pobreza do que se diz sobre a cidade a partir do simples registro “dos fatos”. E das fotos.

Entretanto, nem tudo está perdido, há muitos exemplos de estudos significativos, movidos por várias abordagens historiográficas, que ajudaram a colocar os pingos nos “is” acerca das especificidades de nossa configuração histórica. Pretendemos, neste ensaio, demonstrar quais são esses estudos e quais são essas abordagens, bem como apontar e caracterizar o centro teórico da concepção tradicional sobre a história da cidade.

Sem a pretensão de esgotar o debate, aliás, já iniciado faz décadas (e silenciado nos últimos anos), o nosso propósito é, quem sabe, apontar didaticamente o que dizem sobre o que nós somos.

Sobre a necessidade de provar quem nós somos

A historiografia tradicional, influenciada pelo viés positivista de ciência, aquele que prega o “rigorismo” das técnicas neutras, a eficiência e a eficácia, desconsidera as mediações históricas que influenciam na observação dos acontecimentos. Pensa as realidades sociais e humanas a partir da lógica das ciências da natureza, a chamada ciência dura, ou pura. O principal inspirador desta abordagem científica é o sociólogo francês Auguste Comte. No Brasil do início do século 20, com o avanço internacional das forças capitalistas, intelectuais com feições positivistas procuraram “dar respostas” a estes avanços, na esteira do espírito da instauração da república, seguindo os preceitos do positivismo. A ideia de uma inevitável “modernidade” e do progresso estimulavam a percepção de que também o social e o histórico poderiam passar pelo crivo do cientificismo. É como se colocássemos um acontecimento histórico sobre uma mesa de cirurgia e o destrinchasse, provando por “a mais b”, que aquele acontecimento fosse puro, não passível de interpretação.

Na ciência histórica, esta abordagem provocou impactos na própria noção de tempo, visto de forma linear, com a valorização de datas, recortes temporais estanques sem visão processual, em uma percepção factual dos processos históricos. A centralidade no demonstrar os “grandes eventos” e “provar os fatos”, faz com que tal empreitada careça de interpretação histórica, sujeitando-se ao caráter descritivo dos fenômenos, a valorização de “personalidades” (sobretudo do meio político e econômico) e determinados grupos sociais/étnicos. Com especial atenção na “defesa” dos patrimônios materiais, em detrimento dos imateriais, há um esquecimento sobre as contribuições históricas de grupos sociais tidos como minoritários (mulheres, crianças, indígenas, trabalhadores, pretos, pobres etc).

Os registros são tidos como dados inquestionáveis, não pensados no conjunto de situações e acontecimentos que dão forma ao seu contexto. No nosso caso em especial, há uma preocupação com a questão do mito fundador: quem, quando e como fundou a cidade, a partir de uma tentativa de utilizar as fontes disponíveis para patrocinar uma “disputa de narrativas” sobre este mito. É verdade que os memorialistas (historiadores não profissionais), foram muito dedicados, dentro de seu universo de compreensão, contribuindo significativamente para levantar dados, descobrir fontes e informações. No entanto, faltava-lhes os arcabouços da ciência histórica de viés crítico. Em princípio, o verbete “Jundiaí”, com a descrição inicial sobre a fundação da cidade, foi assumido como “verdade” histórica, na publicação de Azevedo Marques, “Apontamentos da Província de São Paulo”, Tomo II. Ele está posto na segunda tiragem da edição Comemorativa do IV Centenário da Fundação de São Paulo, obra publicada pela Livraria Martins Editora, em 1954.

Várias publicações são decorrentes desta preocupação, como “Elementos para a história de Jundiaí” (Alceu de Toledo Pontes, Antônio Raymundo de Oliveira, Armando Colaferri, Guilherme Enfeldt, Júlio Seabra Inglês de Sousa, Nelson Foot e Plínio Luís Martins Bonilha – sub-comissão do marco histórico), de 1955; “Em torno da Fundação de Jundiaí” (Armando Colaferri e Nelson Foot), de 1971 e “Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista e Itupeva” (Alceu de Toledo Pontes), de 1973. Todas com o apoio do poder público.

Algumas outras, questionando a versão das obras citadas, vieram posteriormente, na mesma perspectiva historiográfica, como as duas edições da “Revista do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí”, de 1973 e “Jundiaí através de documentos” (Mário Mazzuia), de 1976. Ambas com apoio do poder público. Além delas, temos também Jundiaí e sua história” (Mario Mazzuia), de 1979; “Nossa Senhora do Desterro: invocação dos primeiros povoadores” (Geraldo Barbosa Tomanick), de  1987; “Jundiaí na história” (Aldo Cipolato), de 1994;  “As fotos, os traços e a história” (Geraldo Barbosa Tomanik), de 2005; “Villa Fermosa de Nossa Senhora do Desterro do Mato Grosso de Jundiahy, da Capitania de São Vicente”, dois volumes (Roberto Franco Bueno), de 2010 e, por fim, ao que tudo indica para sanar as polêmicas, “Aditamentos à história da fundação de Jundiaí” (Adriano Campanhole, Wanderley dos Santos e Moisés Gicovate), de 1994. A “briga” era para definir a data e quem fundou a cidade, como se a existência de um território dependesse apenas de um mandatário. E mais que isso, que não houvesse pessoas e grupos étnicos diferentes do colonizador neste território.

Todas estas publicações se conduziram pelo referencial tradicional da história e não fugiram ao lugar-comum de pensar o local a partir do mito fundador. Com pequenas variações entre uma e outra publicação, aparecem dados importantes, socioeconômicos, étnicos, geográficos, que nos ajudam a pensar, a partir dos problemas do presente, o que de fato nos tornamos. Particularmente, destaco a obra de Mario Mazzuia, “Jundiaí através de documentos” como uma das mais importantes dentre as mencionadas, porque os dados não foram apenas fruto de suposições, mas baseados em fontes documentais que podem ser interpretadas à luz da ciência histórica. Não para centralizar esforços no interesse simplista em torno do mito fundador, mas para compreender a totalidade das relações de ordem social, econômica e étnicas de vários séculos.

Enaltecendo aspectos do cotidiano

Em uma segunda abordagem historiográfica, a chamada história do cotidiano, ou das mentalidades, decorrente da grande abordagem historiográfica da Escola dos Annales, percebe-se uma modificação na desconstrução do factualismo, a preocupação em observar os fenômenos em um processo temporal mais longo, especialmente com a contribuição de outras ciências humanas e sociais. Os expoentes iniciais desta abordagem foram Marc Bloch e Lucien Febrev, seguidos por outras gerações, que legaram Fernand Braudel, Jacques Le Goff, Pierre Nora e os demais autores ligados à chamada micro-história. Há um esforço em perceber tanto as experiências particulares quanto as mais amplas, preocupando-se com a subjetividade e a objetividade na história. Agora não apenas a preocupação em “descrever os fatos”, mas pensar as experiências vividas, todas elas sendo consideradas partes integrantes do longo processo histórico. O patrimônio imaterial toma vulto. Sobretudo por meio das fontes orais e iconográficas, prevalecendo estudos sobre os costumes, hábitos, formas de organização social, em diálogo com outras abordagens historiográficas de viés crítico, como a historiografia social inglesa, de corte marxista.

      Alguns trabalhos acadêmicos de estudiosos locais foram importantes dentro desta abordagem. Eles podem ser considerados como integrantes, ao menos parcialmente, das preocupações que ela enseja. É o caso de “A escravidão esquecida: a administração indígena na Vila de Jundiaí durante o século XVIII”, de Walter Morales Fagundes, uma dissertação de mestrado em Arqueologia, defendida em 2000; “Núcleo colonial Barão de Jundiaí”, de Elisabeth Filippini, dissertação de mestrado em História Econômica, defendida em 1990 e, da mesma autora, “À sombra dos cafezais: sitiantes e chacareiros em Jundiaí (1890-1920)”, tese de doutorado em História Econômica, defendida em 1988.

O poder público também promoveu várias produções a partir da década de 90, sem referência explícita a esta corrente historiográfica, especialmente destacando espaços físicos (patrimônios materiais) em registros fotográficos. Todos sob a coordenação da professora Maria Angela Borges Salvadori.

A história vista de baixo

Por fim, a historiografia social inglesa centra seus esforços de interpretação em grupos de trabalhadores e nos pobres. Seus principais representantes são os historiadores marxistas Edward Palmer Thompson e Eric Hobsbawm. A história é vista como uma interpretação científica e metodológica, embora aberta e sujeita a novas interpretações, sobre as questões do presente. O passado é pensado a partir do presente, seu significado está em acordo com os pressupostos e necessidades de solução dos problemas da atualidade. Como uma abordagem totalizadora dos processos históricos, defende que as interpretações são validadas pelo método histórico e podem ser revistas. As descrições são parte integrante de uma abordagem crítica que valoriza os sujeitos históricos silenciados nos discursos oficiais, suas experiências vividas. Todos os sujeitos históricos, individuais e coletivos, são considerados, todo patrimônio (material, imaterial-cultural e ambiental) é valorizado, bem como todos os registros (documentais, orais, iconográficos, sonoros), sem que eles tenham um valor em si mesmos ou sejam utilizados como dados e informações sem crítica e avaliação. Não há preocupação em privilegiar nenhuma experiência social/cultural/histórica em detrimento de outras, preferindo observar a feitura do social a partir dos “de baixo” economicamente, fazendo opção pelos trabalhadores e trabalhadoras.

Destacamos alguns trabalhos acadêmicos sobre experiências locais que se situam no âmbito desta abordagem, como “Círculos operários católicos: práticas de assistência e controle no Brasil (1932-1945), de Paulo Roberto de Almeida, dissertação de mestrado em história social, defendida em 1992;“Trabalho e Ferrovia : Ser Ferroviário da Companhia Paulista – 1890-1922”, de Célia Rocha Calvo, dissertação de mestrado em história social, defendida em 1994; “Movimentos de encontro da juventude católica – a experiência do MOJUC-MOCLAM em Jundiaí (1969-1982)”, dissertação de mestrado em história social, deste autor; “Legislação e trabalho: experiências de trabalhadores na Justiça do Trabalho (Jundiaí-SP, décadas de 1940 a 1960), de Rinaldo José Varussa, tese de doutorado em história social, defendida em 2002 e “Memória Coletiva e Patrimônio Histórico; dimensões da legislação em Jundiaí”, dissertação de mestrado em Ciência da Informação, de Jean Marcel Caum Camoleze, defendida em 2017. Há ainda uma dissertação de mestrado em ensino de história e ciências da Terra (Hibiturucaia, o território e sua presença na multiculturalidade, nas composições identitárias e no resgate memorístico),  de José Felício Ribeiro De Cezare, que não é propriamente desta abordagem, transitando entre a história do cotidiano e a história social. 

Para que serve a ciência histórica

 Em geral, durante décadas a ciência histórica foi reduzida à ideia de que se trata de um estudo sobre o passado, com a finalidade de compreender os problemas do presente. Embora essa assertiva tenha algum grau de validade, ela ajudou a consolidar uma percepção descritiva da realidade. Nas últimas décadas, com os avanços nos campos das historiografias francesa e inglesa, a história passou a ser compreendida como uma área científica que contribui para pensar os problemas do presente, no intuito de colaborar na sua solução. Em cada espaço social, há problemas sociais específicos e os historiadores são imprescindíveis na sua compreensão. Cidades com perfil metropolitano, como a nossa, acumulam dezenas de problemas, especialmente alguns deles tendo se avolumado nos últimos anos. A falta de planejamento urbano, a ocupação desordenada do espaço físico e o consequente avanço de interesses econômicos e imobiliários em regiões de preservação ambiental, o empobrecimento cultural-político que tem fomentado a ignorância e o discurso anticientífico, os afetamentos ao espírito democrático com a proliferação de preconceitos e discursos de ódio, a pobreza emergente das periferias e até  mesmo, como dizia um grande historiador brasileiro, a reflexão sobre o “por qual razão os ônibus param fora do ponto”, são exemplos de questões sobre as quais os historiadores podem ajudar a pensar, procurando eventuais soluções, mesmo que parciais. Como costumamos dizer, a história é um processo aberto, nenhum fenômeno histórico é permanente em plenitude, todos eles implicam permanências e mudanças.

Desta forma, a ciência histórica sai do papel tradicional de se constituir como uma descrição do passado, para ser uma forma de pensar os problemas do presente e ressignificar o passado. O elitismo histórico, este que privilegia pessoas e grupos em detrimento de outras pessoas e grupos, este que fomenta práticas congeladas de observação ingênua de dados, informações e fontes históricas, precisa ser superado com investimentos em cultura e educação. A história é e deverá sempre ser uma ciência da formação da consciência cidadã. No próximo e último subtítulo, indicamos alguns avanços e problemas que percebemos nas políticas culturais e de preservação dos últimos anos.

Para compreender o que podemos fazer: um breve indicativo de que somos uma cidade viva e plural e que as políticas de preservação devem se assentar nesta perspectiva

 Apesar da continuidade de uma hegemonia do discurso tradicional sobre nossa história, houve movimentos, nas últimas décadas, em favor de ressignificar os sentidos do que nos constitui como cidade. Tivemos poucos investimentos, variáveis de acordo com cada momento histórico, em corpo técnico especializado, não só para preservar documentos, mas produzir reflexões sobre os silenciamentos históricos. As comunidades originárias e os nossos irmãos de origem africana, sem dúvida alguma, foram os que mais ficaram à margem, no enaltecimento de nossa história. Muitos problemas de ordem técnica interferiram em processos de tombamento de bens materiais e uma falta de continuidade das políticas – em grande medida por conta de uma ignorância política sobre a diferença entre programa de governo e políticas públicas -. Alguns espaços antes recuperados como símbolos locais foram totalmente abandonados. Em outros, houve investimentos parcimoniosos. Outro problema é a centralidade no ideário da preservação das fontes documentais como valor em si, sem o fomento de produções que delas partam para ressignificar a nossa história. Muitas demolições de patrimônios materiais, ao longo dos anos, foram feitas aleatoriamente, sem critérios científicos e participação popular, como o caso da Concha Acústica do Parque da Uva. A história oral raramente é considerada como metodologia de pesquisa histórica.

No entanto, há que se reconhecer também alguns avanços, como a criação do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural; a criação do Centro de Memória; do Departamento de Patrimônio Histórico; a atuação de corpo técnico especializado na preservação de parte da documentação publica; a ressignificação do uso dos espaços dos museus; a criação da Revista Cidade, patrimônio e história – que misteriosamente sumiu dos registros oficiais; a recuperação da Esplanada de Monte Castelo e da Ponte Torta; o tombamento do Complexo Argos; a atuação decisiva do Conselho; as atuações de setores da sociedade civil organizada em torno da defesa do patrimônio material e ambiental; a digitalização de documentos e a criação da Rota Afro, dentre outras inciativas importantes.

Mas há, infelizmente, um longo caminho na definição de políticas mais efetivas de preservação do patrimônio e da memória histórica que levem em conta outros grupos sociais e culturais. E ainda a falta de integração das políticas de cultura e educação, com a valorização de centros de cultura existentes na cidade, alguns deles fechando as portas devido à falta de apoio. Um debate sobre os currículos escolares sobre a história local – especialmente a partir do cumprimento das leis 10.639/03 e 11.645/08, que tratam do ensino ensino das culturas indígenas e afro-brasileiras, sobretudo porque nossa cidade é o que é, em grande medida pela sustentação social que estes grupos étnicos sociais deram à nossa constituição, além dos demais outros grupos minoritários socialmente, como trabalhadores e trabalhadoras de diversos setores econômicos. Só assim poderemos dizer que nossa cidade é plural, que nossa história é plural e que todos os cidadãos que aqui nasceram, viveram e vivem, são parte integrante de nosso emaranhado cultural. Só assim poderemos bradar, como está no hino da cidade: “Ó terra querida, Jundiaí!” Por enquanto, trata-se apenas de uma frase de efeito.

 

 

Sobre José Renato Polli

Filósofo, historiador e pedagogo. Professor nos Programas de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Sorocaba (UNISO) e da Faculdade de Educação da Unicamp (FE-UNICAMP). Coordenador do Grupo de Estudos e Pesquisas em História da Educação Escolar - GEPHEES e Membro fundador do NEFAV - Núcleo de Estudos Freireanos Aldo Vannucchi (UNISO).

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